Em 2006 fiz uma seguinte introdução a um dos primeiros textos que escrevi e publiquei em jornais e distribuí a amigos. Epode servir muito bem para a introdução ao que pretendo fazer neste blog,ou seja, um polígrafo eletrônico sobre minhas anotações e visões sobre o escotismo. Após esse primeiro texto, outros se seguiram - e pretendo "de vez em quando" postar mais alguma coisa.
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Amigos/as,
O pequeno texto a seguir pretende ser uma reflexão construtiva, que dedico aos escoteiros da região, aos quais tenho uma ligação indireta desde a infância, através de conhecidos que foram escoteiros na minha cidade de nascença, Venâncio Aires – onde o grupo estava desativado durante a minha infância e adolescência –, através, também, do meu irmão mais moço, que foi escoteiro após a reativação do grupo venâncio-airense, e, em especial, através de meu amigo Rafael “Chefe Bala” Amorim, com o qual há mais de uma década travo um recorrente e inesgotável debate sobre o movimento escotista, objeto de minha paradoxal admiração e crítica.
A admiração e a crítica ganharam mais consistência com a leitura da obra de Laszlo Nagy, 250 milhões de escoteiros, e Lições da escola da vida, a auto-biografia (parcial) de Baden-Powel. O livro de Laszlo me surpreendeu, ao apresentar as origens e proposta do movimento, ligadas a íntima convivência do fundador do movimento com as coisas da África e, ainda, pelo caráter aberto, democrático e autonomista da “pedagogia escotista” proposta por “BP”, contrariando o que suponho ser a “cultura militar” onde ele estava inserido desde jovem, reforçada por configurações de elitização social e para-militarismos do movimento, bastante flagrante na percepção de gente como eu.
Enfim, como em outras manifestações, quero falar da falsidade e perversidade das separações e hierarquias sociais, sejam de qualquer fundo. Se existe, mesmo que aparentemente, um caráter exclusor, conservador e anti-democrático no movimento, as palavras e a trajetória de Baden-Powell podem desmentir ou então redefinir a postura do escotismo.
Iuri J. Azeredo, agosto de 2006.
Seguem textos, comentários e outras referências ao que chamamos "raízes do escotismo" (roots of scouts). Queremos falar das origens históricas, sociais, culturais, políticas, pedagógicas, entre outras, do escotismo desenvolvido pelo inglês Robert Baden-Powell e seus continuadores. Além propriamente das "raízes", vamos abordar os "galhos" e "frutos" deste que é o maior movimento infanto-juvenil educativo com mais de um século de existência, espalhado por praticamente o mundo todo.
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